Patrícia Barão é a nova presidente da Direção Nacional da APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, e assume como uma das principais prioridades do seu mandato a dignificação desta profissão. A APEMIP “quer ser a voz da mediação imobiliária”.
Durante a cerimónia de tomada de posse, que se realizou a 15 de janeiro no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Patrícia Barão referiu que “assumir a presidência da APEMIP é uma honra profunda e uma enorme responsabilidade. Assumo este mandato com sentido de missão e com humildade, consciente da história desta associação e com a convicção de que a mediação imobiliária, tal como o setor da habitação, atravessa hoje desafios exigentes”, nomeadamente uma “forte pressão no acesso à habitação, por mudanças profundas nos modelos de negócio, por novas exigências tecnológicas e por um debate público nem sempre justo ou suficientemente informado sobre o papel da mediação imobiliária. É precisamente por isso que o nosso papel é tão relevante”.
“A mediação imobiliária toca diretamente a vida das pessoas e das empresas, acompanha decisões de vida, de investimento, de mobilidade e de desenvolvimento do território. É uma atividade que cria pontes entre pessoas, famílias, organizações e cidades. E quando fazemos bem o nosso trabalho, criamos confiança, num dos momentos mais importantes para qualquer cidadão ou empresa”, afirmou.
O compromisso de Patrícia Barão “é simples e claro: fazer o melhor possível para que, nos próximos três anos, a APEMIP seja uma voz presente, respeitada e influente, e para que as empresas e os profissionais da mediação imobiliária estejam preparados para responder aos novos tempos”. Reforçou também que “foi esta convicção que me levou a apresentar a minha candidatura. E é esta mesma convicção que hoje renovo, assumindo o compromisso de liderar uma APEMIP muito mais próxima, mais moderna, mais representativa e mais influente, preparada para o futuro e com a prioridade de defender e servir os seus associados”.

Regular a mediação imobiliária “é uma urgência”
Em declarações ao Sol, Patrícia Barão explica que a associação quer estar diretamente envolvida na criação da legislação que vai regular a atividade da mediação imobiliária, que considera fundamental, nomeadamente para dignificar a profissão, num momento em que “atravessamos um grande desafio no acesso à habitação, no qual a mediação tem um papel estruturante, mas é vista com pouca credibilidade. Hoje, qualquer pessoa pode entrar numa agência de manhã, e da parte da tarde já está a vender casas, e isto não ajuda na confiança”.
Reforçando a “total disponibilidade” da associação, afirma que “queremos participar na elaboração desta legislação, criar regras e condições para que a mediação possa funcionar, com direitos e deveres definidos, transmitindo segurança aos portugueses. É uma questão de proteção do consumidor, e é uma urgência”.
Este é um pedido antigo da associação e do setor imobiliário. Apesar de não existirem prazos definidos por agora, Patrícia Barão garante que a APEMIP tem vindo a trabalhar em estreita colaboração com o IMPIC, e gostaria que o processo avançasse “ainda no primeiro trimestre” deste ano.
Modernização e unidade
Patrícia Barão acredita que “o caminho que temos pela frente exige modernização, digitalização de processos, reforço da formação e valorização contínua, uma associação presente no território e, acima de tudo, unidade”. O setor “fortalece-se quando se reconhece como coletivo, quando compreende que a credibilidade de cada profissional contribui para a credibilidade de todos, quando a ética, a transparência e o rigor deixam de ser diferenciais e passam a ser pressupostos. É este o padrão que queremos elevar. É esta a ambição que hoje assumimos”, conclui.