No terceiro trimestre do ano passado, foram transacionados 41.117 alojamentos familiares no país, mais 4% que no mesmo trimestre de 2024. O preço mediano atingiu os 2.111 euros/m², aumentando 16,1% face a igual trimestre do ano anterior. Em termos trimestrais, o aumento dos preços medianos foi de 2,2%.
De acordo com as últimas estatísticas do INE, o preço mediano da habitação aumentou, em termos homólogos, em todas as regiões NUTS III do país, e foi a região Terras de Trás-os-Montes que registou a maior subida, de 34,3%. 21 destas 26 regiões registaram aumento do número de transações de habitação, novamente com destaque para a subida de 39,6% das Terras de Trás-os-Montes, e também para o Alto Alentejo, com 33,3%.
As sub-regiões da Grande Lisboa (3.567 euros/m²), Algarve (3.203 euros/m²), Península de Setúbal (2.710 euros/m²), Região Autónoma da Madeira (2.512 euros/m²), Área Metropolitana do Porto (2.350 euros/m²), e Alentejo Litoral (2.128 euros/m²), registaram preços da habitação superiores aos do país. As zonas de Setúbal, Lisboa, Alentejo Litoral e Algarve registaram também subidas homólogas dos preços superiores às do país, de 25,5%, 17,6%, 16,8% e 16,6%, respetivamente.
Nas duas áreas metropolitanas, o preço mediano das transações feitas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro superou, respetivamente em 61,7% e 39,8%, o preço das transações por compradores com domicílio fiscal em território nacional.
Neste período, os preços da habitação aceleraram em 12 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, com Coimbra e Setúbal a liderarem as subidas, com variações homólogas de 14,8% e 11,4%, respetivamente. Por oposição, Vila Nova de Gaia (-9,2 p.p.) e Santa Maria da Feira (-8,6 p.p.) registaram as maiores desacelerações nas taxas de variação homóloga dos preços no período considerado.