A força de uma só voz na construção

A força de uma só voz na construção

Quando o setor se organiza, o país progride e quando fala a uma só voz, essa voz torna-se mais forte e transformadora

O associativismo, no setor da construção, um dos pilares da economia nacional, assume um papel que vai muito além da representação formal, facilitando o diálogo entre empresas, governo e sociedade. Num contexto marcado por exigências crescentes — da sustentabilidade à transição digital, da escassez de mão de obra à urgência da resposta habitacional — fica evidente que nenhum desafio estrutural pode ser resolvido de forma isolada, tornando indispensável uma atuação concertada entre empresas, associações e decisores públicos.

Representar o setor de forma unida não significa apagar diferenças, mas sim encontrar pontos de convergência. Uma associação única permite transformar problemas comuns em propostas concretas, promover um diálogo responsável e estruturado com o Estado e contribuir para a definição de políticas públicas mais equilibradas e eficazes. É essa lógica de convergência que tem guiado a AICCOPN, que agora se afirma como associação única e nacional da construção e do imobiliário, representando atualmente um universo de mais de seis mil empresas em Portugal.

O associativismo não se limita a discursos – transforma desafios em ações e soluções tangíveis. Informação qualificada, apoio jurídico e fiscal, formação, produção de conhecimento económico e representação institucional são instrumentos que permitem às empresas navegar num contexto cada vez mais complexo e exigente. A força do setor reside na sua organização, o que lhe permite antecipar mudanças e adaptar-se com eficiência e eficácia.

É esse associativismo estruturado que permite ao setor enfrentar desafios concretos, como a reabilitação urbana que é hoje essencial para mitigar a crise da habitação, transformando edifícios envelhecidos e degradados em habitações seguras, confortáveis e dignas. Além de gerar habitação adequada e segura, promove a eficiência energética, apoia a transição sustentável e dinamiza a economia local, gerando emprego e investimento. Neste contexto, a marca R.U.-I.S. – Reabilitação Urbana Inteligente e Sustentável, registada pela AICCOPN, e atribuída às empresas que cumprem um referencial de qualidade e legalidade, afirma-se como um selo de confiança para todos os intervenientes na reabilitação: empresas, entidades institucionais e público em geral.

Na prática, o associativismo não é um fim: é um meio que permite à construção cumprir a sua missão social — criar cidades e espaços onde se possa viver, trabalhar e investir com qualidade. Quando o setor se organiza, o país progride e quando fala a uma só voz, essa voz torna-se mais forte e transformadora, capaz de enfrentar desafios e gerar soluções concretas no presente, bem como nas próximas gerações.