Foram entregues 68% das 26.000 casas previstas do PRR

Foram entregues 68% das 26.000 casas previstas do PRR

17.700 habitações já foram entregues no âmbito do programa, que tem como meta atingir as 26.000 até junho de 2026. Governo garante empenho e já reprogramou o PRR.

Já foram entregues 17.700 das 26.000 habitações previstas no âmbito do financiamento do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), o que corresponde a cerca de 68% da meta estabelecida. A informação foi avançada esta sexta-feira pela secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa.

De acordo com a Lusa citada pelo idealista, a responsável visitou, em Vila Real, um empreendimento com cinco edifícios e 180 apartamentos com rendas acessíveis, projeto inserido no Programa de Apoio ao Acesso à Habitação 1.º Direito, financiado pelo PRR. As habitações deverão ser entregues às famílias até junho.

A responsável fez ainda um balanço do programa 1.º Direito, que prevê o financiamento a 100% da construção ou reabilitação de 26.000 casas destinadas a famílias em situação de carência habitacional até ao segundo trimestre de 2026, indicando que se encontram atualmente concluídas “cerca de 17.700 habitações”.

A meta inicial aponta para a entrega das 26.000 casas até junho de 2026: "ainda não alcançámos o número quantitativo desta meta. Este empreendimento já vai aumentar o total referido, mas trata-se, de facto, de uma corrida contra o tempo — ainda mais com esta catástrofe que ocorreu, que terá impacto real no desenvolvimento destas construções”, afirmou a secretária de Estado, referindo-se às recentes tempestades que afetaram sobretudo as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.

Apesar dos constrangimentos, a governante garantiu o empenho do Executivo e sublinhou que o mais importante “mais do que cumprir a meta” é “assegurar respostas rápidas às famílias”.

Patrícia Gonçalves Costa explicou ainda que o PRR já foi reprogramado, permitindo reforçar o número de habitações entregues através da articulação entre o programa de rendas acessíveis e o 1.º Direito.

Para além disso, o Governo criou “um regime de exceção” que assegura financiamento para projetos que não estejam concluídos até junho de 2026, acompanhando o esforço dos municípios.

“Estou convicta de que, até ao final de 2026, no que diz respeito ao reforço da oferta pública de habitação, estaremos numa posição significativamente mais favorável”, concluiu.