SCML coloca 12 imóveis em hasta pública

SCML coloca 12 imóveis em hasta pública

O valor estimado destes imóveis ronda os 8 milhões de euros. A sessão realiza-se no próximo dia 4 de fevereiro.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa leva um conjunto de 12 imóveis a hasta pública no próximo dia 4 de fevereiro, uma iniciativa que faz parte da estratégia de gestão patrimonial da instituição e de venda de imóveis e participações societárias consideradas não relevantes no âmbito do Plano de Reestruturação.

Os imóveis em causa, quase todos edifícios completos, situam-se nos concelhos de Lisboa, Cascais, Oeiras e Sintra, num valor global estimado de 8,1 milhões de euros. Três destes ativos têm valores base superiores a 1 milhão de euros, nomeadamente dois edifícios em Arroios e um terreno em Campolide.

Rentabilizar o património imobiliário em prol da ação social continua a ser uma das principais prioridades da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Paulo Sousa, provedor da instituição, afirma: «queremos ser uma referência na gestão de património imobiliário em Lisboa».

O responsável da SCML foi o orador convidado do último Almoço-Conferência que a Vida Imobiliária organizou em conjunto com a APPII em Lisboa, onde destacou que «o imobiliário deve continuar a ser visto como essencial na geração de valor» dentro da organização, que concentra a maior parte dos seus ativos na cidade de Lisboa, «bem localizados e com potencial. Temos uma carteira relevante de ativos geridos com base em dois grandes objetivos: cumprir a missão social da Santa Casa, que é o denominador comum a tudo o que fazemos, e gerar rendimento para financiar a nossa atividade social. Fazemos também a gestão de ativos imobiliários para dar suporte à própria atividade, uma vez que a grande maioria dos equipamentos que exploramos são nossos».

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“Queremos ser referência”

Paulo Sousa acredita que a instituição tem ainda um grande potencial de progressão para se tornar numa referência de gestão imobiliária, e associa esta meta à vontade de «ser uma referência em práticas de sustentabilidade financeira e ambiental». A estratégia passa pela alienação de ativos não estratégicos (como a hasta pública de 4 de fevereiro), pela atualização e reabilitação dos ativos imobiliários, pela redução dos imóveis devolutos e das taxas de incumprimento. Falando aos privados, referiu que «há valor em juntar esforços para dar este salto de forma mais rápida».

Atualmente, a carteira da SCML é composta por 661 imóveis, com um valor global de 1.156,6 milhões de euros. Lisboa concentra 390 desses ativos, correspondentes a 59% do total, mas representa 83% do valor global, nomeadamente 960,5 milhões de euros. Fora da capital localizam-se 271 imóveis, equivalentes a 41% deste universo, com um valor de 196,1 milhões de euros. 529 destes imóveis estão a ser rentabilizados, num total de 722 contratos em vigor, representando 80% do total e 536,5 milhões de euros em valor. 100 frações estão em regime de renda acessível, e 32 para arrendamento jovem. No total, geram uma receita anual superior a 10 milhões de euros. Os restantes 132 imóveis estão afetos à atividade da instituição, num valor de 621 milhões de euros.

Ainda assim, a taxa de disponibilidade do património da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ronda os 19%, o que se justifica com o facto de grande parte do património ainda necessitar de obras de reabilitação e atualização. Paulo Sousa refere que «se tivéssemos capacidade de investimento, estrutura de obra e todos os procedimentos concursais desenvolvidos, podíamos colocar 80 prédios em obra de um momento para o outro».

No âmbito desta gestão, «definimos os segmentos de atividade onde queremos estar presentes e concentramos aí os nossos esforços». O objetivo último é sempre «rentabilizar o património e proporcionar retorno à sociedade», conclui Paulo Sousa.

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