A força de Portugal no MIPIM

A força de Portugal no MIPIM

A presença portuguesa no MIPIM deste ano confirma algo que, há muito, se sente no setor imobiliário: Portugal está no radar do investimento internacional e afirma-se cada vez mais como um destino sólido, competitivo e confiável.

O MIPIM, em Cannes, é hoje o maior palco mundial do imobiliário, reunindo investidores, promotores, cidades e decisores de todo o mundo. Em 2026, a participação portuguesa foi a mais expressivas de sempre, reflexo de um setor que amadureceu, ganhou escala e sabe posicionar-se num contexto global altamente competitivo.

Portugal conseguiu, nos últimos anos, afirmar-se pela qualidade dos seus projetos, pela capacidade dos seus promotores e pela atratividade das suas cidades. Lisboa, Porto e várias cidades de média dimensão têm vindo a captar investimento relevante em áreas como habitação, turismo, escritórios, logística ou reabilitação urbana. Este percurso não aconteceu por acaso: resulta de anos de aprendizagem e de uma grande evolução da profissionalização do setor.

Mais do que um evento, o MIPIM é uma plataforma de relacionamento e de projeção internacional. É aqui que se criam parcerias, se apresentam projetos estruturantes e se reforça a confiança dos investidores nos mercados, tudo para no final levar mais habitação ao mercado.

Mas este é um momento que deve também servir para refletir. Portugal tem hoje uma oportunidade clara de consolidar a sua posição como destino de investimento imobiliário. Para isso, é essencial garantir estabilidade regulatória, previsibilidade nas políticas públicas e um enquadramento que permita responder aos grandes desafios do setor, desde a necessidade de aumentar a oferta de habitação até à transição para modelos mais sustentáveis e eficientes.

O investimento imobiliário tem um papel central no crescimento económico, na criação de emprego e na transformação das nossas cidades. A projeção internacional que resulta de eventos como este deve, por isso, ser acompanhada por políticas que potenciem o investimento responsável e acelerem a resposta às necessidades do país.

E reforço, como venho dizendo: temos de passar das palavras às ações. Para construir mais, mais rápido e mais eficientemente, para que, de uma vez por todas, os portugueses possam ter uma casa para morar.

Esta presença em Cannes é, acima de tudo, um sinal de confiança: confiança no setor, nas empresas e na capacidade de Portugal continuar a afirmar-se no panorama imobiliário internacional. Cabe-nos agora materializar essa visibilidade em desenvolvimento e mais oportunidades para o futuro.