A Integração como resposta aos desafios da construção

A Integração como resposta aos desafios da construção

A construção vive um momento de reconfiguração estrutural. A pressão para reduzir consumos, emissões e desperdícios, aliada à necessidade de acelerar prazos e controlar custos, está a alterar prioridades e a expor desafios históricos do setor.

Neste contexto, ganha peso a discussão sobre modelos mais integrados. A crescente complexidade regulamentar e técnica obriga a olhar para o edifício e para a infraestrutura como conjuntos interdependentes, onde decisões sobre isolamento, compartimentação, resistência ao fogo, acústica ou impermeabilização têm impacto cruzado no desempenho global.

É nesse enquadramento que surge a estratégia Lead & Grow da Saint-Gobain, uma abordagem que consolida o posicionamento do Grupo a nível global como uma empresa de soluções integradas para o setor da construção e da reabilitação, indo ao encontro das novas exigências do mercado, cada vez mais orientadas para a eficiência, sustentabilidade, desempenho técnico e simplificação dos processos construtivos.

Em Portugal, a Saint-Gobain passa a integrar, numa estrutura única, as marcas de tetos Gabelex, Ecophon e Eurocoustic, os aditivos de betão e cimento da marca Chryso e expande a sua oferta na área dos químicos para construção do Grupo - através das marcas OneBond, GCP e Fosroc - que se juntam às insígnias Isover, Placo®, Weber e Climalit®. Uma alteração estrutural que se traduz numa oferta integrada de áreas como fachadas, tetos (gesso, metálicos e acústicos), divisórias, isolamento, pavimentos, impermeabilização, colagem e betumação, permitindo uma articulação técnica plena.

Esta integração influencia igualmente a dinâmica com projetistas, aplicadores e distribuidores. Uma estrutura unificada tende a favorecer maior consistência na prescrição, apoio técnico mais transversal e menor dispersão de interlocutores, com ganhos assinaláveis.

Num mercado cada vez mais orientado para a sustentabilidade e para a responsabilidade ao longo do ciclo de vida dos edifícios, as empresas que conseguirem articular conhecimento técnico, capacidade industrial e proximidade ao terreno estarão melhor posicionadas para o liderar.

A integração de soluções sob uma mesma estratégia não resolve, por si só, os desafios estruturais do setor, mas sinaliza uma mudança de paradigma: da lógica do produto para a lógica do sistema.

Num contexto exigente e competitivo, essa pode ser a diferença entre acompanhar a transformação ou contribuir ativamente para a moldar.