Foi por isso que, no Grupo Libertas, vimos nesta medida uma oportunidade concreta para contribuir para a solução desde a primeira hora: decidimos refletir integralmente a redução da taxa de IVA a 6% no preço final das nossas casas. Fomos o primeiro promotor em Portugal a assumir este compromisso de forma aberta, direta e transparente, aplicando este benefício aos compradores para habitação própria e permanente.
Apresentámos esta abordagem no Salão Imobiliário de Portugal (SIL) de 2026 com o lançamento do projeto residencial MOdjo situado no Montijo. O enorme sucesso e o entusiasmo que gerou no certame confirmaram aquilo de que tínhamos absoluta certeza: as pessoas procuram respostas reais, honestas e imediatas no acesso à casa própria. Ao passar a poupança do imposto diretamente para o valor final pago pelo cliente, transformámos uma decisão política numa poupança concreta na carteira das famílias no momento em que tomam uma das decisões mais marcantes das suas vidas.
Contudo, é fundamental sermos muito claros e frontais: a redução do IVA é uma excelente notícia, mas não resolve o problema por si só. Esta medida ajuda sem dúvida a baixar o preço final ou a travar novas subidas, mas não substitui, de todo, as reformas estruturais mais profundas de que o setor precisa urgentemente. O preço de uma casa resulta de uma equação complexa que envolve o custo do terreno, o financiamento bancário, os custos diretos de construção, a inflação de materiais, os custos de comercialização e as margens de risco indispensáveis. Se o licenciamento continuar lento, se houver pouca oferta de solo urbano e se os custos financeiros se mantiverem elevados, o impacto real de qualquer alívio fiscal será sempre limitado.
A fiscalidade dá o incentivo certo, mas são as empresas que têm de ter a coragem de agir e fazer chegar esse benefício às pessoas. No Grupo Libertas, preferimos o caminho da ação e do compromisso direto com as famílias que procuram o seu novo lar.
Na WIRE Portugal, partilhamos a convicção de que o imobiliário deve ter rosto, propósito e um compromisso autêntico com a sociedade. O sucesso do MOdjo e a política que seguimos na descida do IVA provam que o dinamismo empresarial e a responsabilidade social podem andar de mãos dadas. Cabe agora ao setor e ao poder público avançar com a mesma determinação na resolução dos bloqueios estruturais que ainda travam o futuro da habitação em Portugal.