Devolver qualidade a lugares que a perderam, recuperar relações entre diferentes partes do território, criar espaço público, introduzir novas funções, aproximar pessoas e devolver vida a áreas que deixaram de participar plenamente na dinâmica urbana, estas são algumas das prioridades da promotora imobiliária Civilria no desenvolvimento da sua atividade. Acredita que “reabilitar uma cidade é muito mais do que recuperar edifícios”.
“Cidade, arquitetura e comunidade são as três dimensões através das quais procuramos transformar os lugares onde trabalhamos. Porque, para nós, um empreendimento não termina nos limites do edifício: começa na forma como este se relaciona com a cidade”, refere a Civilria.
“Muitos dos territórios onde intervimos são lugares com potencial por concretizar. Áreas expectantes, espaços desqualificados ou zonas que perderam a sua função e que podem voltar a assumir um papel relevante na cidade”. O projeto Carmim, no Porto, é um exemplo dessa abordagem. Num território anteriormente desqualificado, a intervenção não se limita à construção de novos edifícios habitacionais. “Cria-se um novo pedaço de cidade”, com cerca de 12.500 m² de parque, espaço público e novas valências, transformando uma área até então pouco qualificada num lugar de permanência, encontro e relação com a envolvente.
Em Aveiro, o Vitasal parte de uma condição diferente: a oportunidade de rematar e qualificar uma frente urbana junto a um dos canais da cidade. A intervenção procura estabelecer uma nova relação entre a habitação, os serviços, o espaço público e a água, criando um lugar onde diferentes usos se cruzam e onde uma área anteriormente pouco acessível ganha uma nova presença na cidade.
“São intervenções distintas, em cidades distintas, mas com uma mesma premissa: o valor de um empreendimento mede-se também pelo que acontece para lá da sua porta”, completa a Civilria.

Arquitetura como instrumento de transformação
É aqui que a arquitetura assume um papel fundamental. “Reabilitar um lugar implica encontrar uma resposta que respeite o contexto, mas que não tenha receio de o transformar. Trabalhamos com arquitetos de excelência para encontrar a linguagem, a escala e as soluções adequadas a cada território”.
Mas a arquitetura não é apenas expressão, “a qualidade de um edifício mede-se também pela forma como funciona: pela organização dos espaços, pelo conforto, pela luz, pelo desempenho térmico e acústico, pela eficiência dos sistemas e pela capacidade de responder às necessidades de quem o vai habitar. É por isso que sustentabilidade, eficiência energética, desempenho ambiental e certificação fazem parte da nossa ideia de qualidade. Reabilitar e transformar a cidade implica também construir melhor, consumir menos recursos e criar edifícios preparados para responder às exigências do futuro”.
Criar comunidade onde antes havia espaço residual
Para a Civilria, a transformação física de um território é apenas uma parte da reabilitação. “Uma cidade ganha valor quando os seus espaços são vividos. Quando existem motivos para permanecer, para encontrar, para circular, para utilizar e para participar”.
Por isso, “cada novo empreendimento é também uma oportunidade para criar comunidade. Através da habitação, dos serviços, do espaço público e das relações que se estabelecem com a envolvente, procuramos criar lugares que tenham vida para além dos próprios edifícios”.
“Mas esta responsabilidade não se esgota nos projetos que desenvolvemos. A Civilria procura também participar ativamente nas comunidades onde se insere, através de iniciativas que aproximam pessoas, promovem a prática desportiva, apoiam a cultura e contribuem para uma relação mais próxima com os territórios”.
Uma cidade que se reabilita também se reinventa
A reabilitação urbana é, no fundo, uma oportunidade para repensar a cidade. “Não apenas para recuperar aquilo que existia, mas para perceber o que pode passar a existir. Para transformar espaços sem função em lugares com vida. Para substituir descontinuidade por ligação, vazio por utilização e degradação por qualidade”.
Para a Civilria, “hoje, essa visão materializa-se em projetos em diferentes geografias, do Porto a Lisboa, de Aveiro a Coimbra e ao Algarve, É esta a responsabilidade que assumimos enquanto promotores: não ocupar simplesmente o território, mas participar na sua transformação”, conclui.