Construção atinge máximo de emprego desde 2011

Construção atinge máximo de emprego desde 2011
Fotografia: Pexels

É o que indicam os dados da AICCOPN: no segundo trimestre deste ano, o setor empregava 400,4 mil trabalhadores, o valor mais elevado desde 2011. O crédito à habitação também cresceu 11,3%. No entanto, os custos de construção continuam a influenciar o setor.

De acordo com a conjuntura de construção divulgada pela AICCOPN, a construção reforçou dinâmica no segundo trimestre deste ano, com o emprego no setor a atingir o nível mais elevado desde 2011. A população empregada na construção chegou aos 400,4 mil trabalhadores, mais 11,2% do que no mesmo período do ano passado, representando 7,4% do emprego total nacional.

No segundo trimestre, o PIB cresceu 2,5% em termos homólogos e 0,8% face ao trimestre anterior.

No setor da construção, o investimento aumentou 1,8% em termos homólogos e 1,9% em cadeia, enquanto o Valor Acrescentado Bruto (VAB) registou crescimentos de 1,6% e 0,3%, respetivamente.

Crédito à habitação cresce 11,3%

O financiamento bancário acompanha esta subida: no primeiro semestre, o novo crédito concedido para aquisição de habitação, excluindo renegociações, atingiu os 12.153 milhões de euros, mais 11,3% do que no período homólogo.

O crédito destinado às empresas da construção e das atividades imobiliárias também registou um crescimento: em julho, o stock de crédito destes setores ascendia a 17.791 milhões de euros, mais 9,5% face ao período homólogo.

Novos fogos licenciados aumentam apesar de queda de licenças

No segmento residencial, embora o número de licenças emitidas pelas Câmaras Municipais tenha diminuído 8,9% no primeiro semestre, para 12.660, o número de novos fogos licenciados aumentou 4%, em termos homólogos.

A evolução traduz-se num maior número médio de fogos por licença, refletindo a realização de projetos habitacionais de maior dimensão.

Custos de construção sobem 7,2%

Apesar da evolução positiva da atividade, os custos continuam a representar uma pressão para o setor. Em junho, os custos de construção de habitação nova aumentaram 7,2% face ao mesmo mês do ano anterior, tendo, a subida, refletido aumentos tanto nos materiais, de 6,5%, como na mão de obra, que registou um crescimento de 8%.

Obras públicas mantêm atividade elevada

No mercado das obras públicas, a atividade continua em níveis elevados, sustentada pelo volume de trabalhos em carteira. No entanto, os novos procedimentos revelam sinais de abrandamento - até ao final de julho deste ano, os concursos promovidos totalizaram 4.935 milhões de euros, menos 28% do que no mesmo período do ano anterior.

Os contratos celebrados e registados no Portal BASE atingiram 2.504 milhões de euros, também com uma redução homóloga de 28%.