Taxa de juro no crédito à habitação desce para 3,065%

Taxa de juro no crédito à habitação desce para 3,065%
Fotografia: Pexels

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação recuou, fixando-se em 3,065%, menos 1,2 pontos base do que no mês anterior. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa também registou uma descida, para 2,820%. Apesar da redução dos juros, a prestação média mensal aumentou para 405 euros e o capital médio em dívida atingiu os 78.257 euros

Juros voltam a recuar no crédito à habitação

Segundo os dados divulgados recentemente pelo INE, a taxa de juro implícita no crédito à habitação registou uma nova diminuição em maio, descendo para 3,065%, face aos 3,077% observados em abril. A tendência de descida verificou-se igualmente nos contratos celebrados nos últimos três meses, cuja taxa caiu de 2,833% para 2,820%.

No segmento da aquisição de habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos recuou para 3,061%, menos 1,3 pontos base do que no mês anterior. Já nos contratos mais recentes, celebrados nos últimos três meses, a taxa fixou-se em 2,814%, traduzindo uma redução de 1,5 pontos base.

Prestação média sobe para 405 euros

Apesar da descida das taxas de juro, a prestação média mensal dos contratos de crédito à habitação aumentou ligeiramente em maio, fixando-se nos 405 euros. O valor representa uma subida de um euro face a abril e de dez euros em comparação com o mesmo mês de 2025.

Da prestação média, 198 euros correspondem ao pagamento de juros, o equivalente a 48,9% do total, enquanto os restantes 207 euros dizem respeito à amortização de capital.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação média registou uma redução de dez euros relativamente a abril, situando-se nos 692 euros. Ainda assim, este valor permanece 8% acima do registado no período homólogo do ano passado.

Capital em dívida continua a aumentar

O capital médio em dívida associado ao conjunto dos contratos de crédito à habitação voltou a crescer em maio. O montante aumentou 643 euros face ao mês anterior, alcançando os 78.257 euros.

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o capital médio em dívida apresentou uma evolução inversa, diminuindo 1.252 euros em relação a abril, para 175.805 euros.