Associativismo: uma força para a competitividade

Associativismo: uma força para a competitividade

Num mundo económico globalizado e regulado, a competitividade das empresas não depende apenas da capacidade individual para produzir, inovar e conquistar mercados. Depende também da capacidade de unir interesses, partilhar conhecimento e participar na definição das políticas que condicionam a atividade económica.

É aqui que o associativismo assume uma importância renovada. A AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, enquanto única associação empresarial de âmbito nacional representativa de todo o setor da construção, tem a missão de identificar desafios, defender os interesses dos associados e transformar preocupações em propostas e posições junto das entidades competentes. Uma ação orientada para uma construção competitiva e preparada para o futuro.

Mas esta intervenção não termina nas fronteiras. A AICCOPN integra a FIEC – Federação da Indústria Europeia da Construção, onde assume uma Vice-Presidência, e participa igualmente nos EIC – European International Contractors. São espaços privilegiados para partilhar experiências, acompanhar tendências e levar aos fóruns europeus as preocupações de quem, em Portugal, investe, emprega e constrói.

É também através destes espaços que podemos contribuir para influenciar as políticas em discussão na União Europeia, antecipar alterações regulatórias e fazer chegar aos decisores a perspetiva das empresas. Esta participação é relevante porque uma parte significativa das decisões e orientações definidas a nível europeu tem impacto direto no enquadramento legislativo e regulamentar nacional, condicionando diretamente a atividade das empresas e o desenvolvimento do setor em Portugal.

Descarbonização, Taxonomia Europeia, contratação pública, habitação, escassez de mão de obra, qualificação, digitalização ou internacionalização são desafios que ultrapassam fronteiras. Exigem conhecimento, cooperação e presença ativa nos espaços de decisão.

O associativismo é, por isso, também um instrumento de competitividade. Uma empresa associada encontra conhecimento, cooperação e uma estrutura capaz de transformar preocupações individuais em contributos coletivos.

Num setor maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas, uma ação associativa forte reforça a capacidade de antecipar desafios, defender interesses comuns e contribuir para melhores políticas públicas.

É este o compromisso do associativismo empresarial: dar dimensão coletiva aos desafios individuais, aproximar as empresas dos centros de decisão e contribuir para um setor mais competitivo, sustentável e preparado para o futuro.