Banca antecipa redução da procura de crédito à habitação

Banca antecipa redução da procura de crédito à habitação
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A expetativa resulta da subida das taxas de juro e da redução da taxa de esforço máxima das famílias.

Até ao final do ano, deverá registar-se uma “ligeira redução” da procura de crédito à habitação por parte das famílias, antecipam os bancos no Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, publicado esta terça-feira pelo Banco de Portugal.

De acordo com o documento, o agravamento das taxas de juro já está a contribuir para uma diminuição da procura ao longo do terceiro trimestre, “mas sem impacto no agregado”. Recorde-se que o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas de juro duas vezes este ano, para combater a inflação decorrente da guerra no Irão. Segundo o ECO, é esperado que o BCE mantenha os juros inalterados na próxima reunião, voltando a subi-los em dezembro.

Por outro lado, a alteração à Recomendação Macroprudencial, em vigor desde o início de agosto, que reduziu para 45% a taxa de esforço máxima das famílias, contribuiu “ligeiramente para termos e condições mais restritivos” no crédito à habitação.

O inquérito revela ainda que os bancos não antecipam alterações nas condições dos empréstimos no último trimestre do ano.

No segmento empresarial, a banca espera igualmente uma ligeira diminuição da procura por parte das PME e de empréstimos de longo prazo, em linha com a tendência dos últimos meses.