Fogos licenciados sobem 10,8% no 2.º trimestre

Fogos licenciados sobem 10,8% no 2.º trimestre
Fotografia: Pexels

São os dados divulgados hoje pelo INE: no segundo trimestre deste ano, foram licenciados 11,8 mil fogos em construções novas para habitação familiar, mais 10,8% do que um ano antes. O número de fogos concluídos aumentou 11,6%.

O número de edifícios licenciados diminuiu novamente no segundo trimestre deste ano, o que não aconteceu com os fogos destinados a habitação familiar.

Entre o mês de abril e junho, foram licenciados 11,8 mil fogos em construções novas, mais 10,8% do que no período homólogo. O número de fogos concluídos cresceu 11,6%, para 7,4 mil.

No mesmo período, foram licenciados 6,2 mil edifícios, o que se traduz numa diminuição homóloga de 7,1%. No entanto, este ritmo de redução foi inferior ao registado no primeiro trimestre, - quando o licenciamento tinha recuado 9,7%.

Também o número de edifícios concluídos diminuiu, com uma estimativa de 3,9 mil edifícios, menos 4,2% em termos homólogos, face à redução de 6,9% registada no trimestre anterior.

Grande Lisboa regista maior aumento nos fogos licenciados, de 38%

A evolução do licenciamento de fogos foi marcada por diferenças entre regiões: a Grande Lisboa registou um aumento de 38% no número de fogos licenciados em construções novas para habitação familiar, e o aumento esteve sobretudo associado aos municípios de Lisboa, Sintra, Oeiras e Amadora. A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento mais elevado, de 85,2%.

No sentido contrário, o Algarve registou uma queda de 52,6%, seguido do Alentejo (-3,7%) e da Península de Setúbal (-2,9%).

O Norte manteve-se como a região com maior número de fogos licenciados em construções novas para habitação familiar, concentrando 47,8% do total nacional. Seguiram-se o Centro, com 16%, e a Grande Lisboa, com 13,9%.

Fogos concluídos crescem 11,6%

A conclusão de novas habitações registaram também uma evolução positiva, tendo sido concluídos, no segundo trimestre, 7,4 mil fogos, mais 11,6% do que um ano antes, invertendo a queda de 1,5% registada no primeiro trimestre.

A Grande Lisboa apresentou um crescimento de 24,5%, enquanto o Norte avançou 18,4% e o Centro 12,1%. O Alentejo registou igualmente uma subida de 26,7%.

Em sentido contrário, o Oeste e Vale do Tejo recuou 17,3%, a Madeira 16%, o Algarve 9,9% e a Península de Setúbal 3%.

O Norte voltou a liderar também neste indicador, concentrando 45,9% dos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar, seguido pela Grande Lisboa, com 14,6%, e pelo Centro, com 14,2%.

Área licenciada aumenta 24,2%

Apesar da redução no número de edifícios licenciados, a área total licenciada aumentou 24,2% em termos homólogos no segundo trimestre, depois de ter recuado 13% no trimestre anterior.

O crescimento destacou-se Alentejo, onde a área licenciada aumentou 259,9%, o que se deveu, principalmente, à área destinada à indústria transformadora no município de Sines. Na Madeira, o aumento de 67,6% esteve associado ao licenciamento de novos fogos para habitação familiar.

Na conclusão de obras, a área total construída também cresceu, aumentando 11,7% face ao segundo trimestre de 2025. O Alentejo registou novamente uma das maiores subidas, de 70,6%, associada em parte à conclusão de obras de dimensão relevante, incluindo um estabelecimento hoteleiro e de turismo no espaço rural em Sines.

Licenciamento desce 8,4%

No conjunto do primeiro semestre de 2026, foram licenciados 12,7 mil edifícios, menos 8,4% face ao período homólogo.

A evolução trimestral mostra, contudo, uma redução menos acentuada no segundo trimestre. Depois da queda de 9,7% no primeiro trimestre, o número de edifícios licenciados recuou 7,1% entre abril e junho.