Castro Almeida anuncia linha de crédito para urbanização de solos

Castro Almeida anuncia linha de crédito para urbanização de solos
Unsplash

“Há ainda um espaço para poder tomar medidas adicionais para acelerar a oferta de casas, que é a única forma de fazer baixar os preços, quer para a aquisição, quer do arrendamento”, afirmou o ministro da Economia.

Os municípios vão ter uma linha de crédito própria para a urbanização de solos destinados à construção de habitação, anunciou esta quinta-feira o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida.

Durante uma audição no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), o governante afirmou que “os municípios podem contar com o apoio do Estado” para construir habitação, sendo esse apoio “tanto maior quanto mais rapidamente avançarem”. O Governo está neste momento a negociar com o Banco Europeu de Investimento (BEI) “uma linha de crédito para permitir que os municípios possam, eles próprios, promover obras de urbanização para colocar terrenos disponíveis para que eles – municípios ou promotores privados – possam ir construir rapidamente mais casas”.

Para o ministro, “o problema da habitação é um problema seríssimo. É evidente que demora muito tempo a resolver. Ele acumulou-se durante anos e precisa de anos para poder ser resolvido”, acrescentando que “o Governo tomou já variadas medidas de diversas naturezas e eu acho que há ainda um espaço para poder tomar medidas adicionais para acelerar a oferta de casas, que é a única forma de fazer baixar os preços, quer para a aquisição, quer do arrendamento”, citam a Lusa e o Observador.

Castro Almeida considera que uma das principais causas deste problema é a falta de solos urbanizados. Por isso, os municípios terão este crédito disponível para urbanizar solos e “depois, quando venderem os terrenos, vão receber o dinheiro e pagar o empréstimo, que, apesar de tudo, terá condições mais vantajosas através do BEI”.

O ministro recordou também que o Governo reforçou o financiamento destinado às 26.000 casas assumidas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), cuja dotação orçamental “só dava para fazer 16.000 casas”. Para as metas do PRR contam 32.000 casas, acrescentou, sublinhando que o Governo espera ter concluídas 40.000 casas até ao final deste ano.

O Governo comprometeu-se ainda a apoiar a construção, até 2030, de cerca de 133.000 casas identificadas pelos municípios como necessidades nas respetivas Estratégias Locais de Habitação.

Com o fim do PRR, o OE2027 propõe um investimento total de 2.003 milhões de euros no aumento da oferta de habitação acessível e no reforço do parque habitacional público.

A votação final global do OE2027 está marcada para 24 de novembro.