Construir habitação nova continua a ficar cada vez mais caro. Os custos aumentaram 6,9% em maio, em termos homólogos, mais 0,9 pontos percentuais que a taxa registada no mês anterior.
De acordo com o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), só a mão-de-obra registou uma subida de 7,5%, mais 0,4 pontos que no mês anterior. Também os preços dos materiais aceleraram para uma variação de 6,4%, comparando com os 5% registados em abril.
Entre os materiais que mais pressionaram os custos destacam-se os betumes e o gasóleo, cujos preços aumentaram cerca de 30% face ao período homólogo. Também o fio de cobre, nu e revestido, e os tubos de PVC registaram subidas próximas de 25%. Em sentido contrário, os produtos pré-fabricados de betão apresentaram uma redução de preços.
Assim, na formação da taxa de variação homóloga do índice, a mão de obra contribuiu com 3,5 pontos percentuais e os materiais com 3,4 pontos percentuais.
Na variação mensal, o ICCHN aumentou 1,1% em maio, mais 0,3 pontos percentuais do que em abril e acima da variação registada no mesmo mês de 2025. Neste caso, o aumento dos preços dos materiais superou o da mão-de-obra, variações de 1,3% e 0,9%, respetivamente. Neste caso, o custo dos materiais contribuiu com 0,7 pontos percentuais para o índice total, e a mão-de-obra com 0,4%.
Em paralelo, o Índice de Produção na Construção, também relativo a maio, dá nota de um aumento homólogo de 3,4%, mais 0,4% que no mês anterior. Os índices de emprego e de remunerações registaram crescimentos de 1,8%, e de 6,1% (2,1% e 6,2% em abril).